quarta-feira, 1 de abril de 2015

O vento e os muros de um coração em construção



Foi alvoroço que provocara a ventania ao chegar lá dentro
Derrubou até as construções que julgava sólidas e fortes
Construções que demorara tanto tempo pra erguê-las.
E com apenas um sopro tudo foi demolido.
Ficou louca de fato, afinal, demoraria
pra juntar tudo que julgava ser cacos.
Mas o vento forte que não deixou nada de pé
Continuou a derrubar tudo que encontrava inteiro.
E ela, na sua ingenuidade só pensava no tempo
que levaria pra erguer cada muro em seu devido lugar
Cada muro que havia construído dentro de si.
Cada muro feito pra ninguém entrar.
Mas o vento foi cada vez mais forte
cada vez mais devastador.
E foi derrubando tudo até restar nenhum tijolo.
Os muros virarão pó
e se sentiu complemente desprotegida.
Mas que o vento forte acalmou
e foi pairando de leve, se tornando brisa.
E antes que pudesse voltar a erguer
seus muros novamente,
percebeu que deles não precisava
porque está bem com o quem viu
com o que sentiu...
estava/era
L I V R E


Thaís Rigueira








2 comentários:

  1. A calma, acalma a alma e nos torna mais leve notando que é preciso, às vezes, tão pouco pra ser feliz...

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  2. A calma, acalma a alma e nos torna mais leve notando que é preciso, às vezes, tão pouco pra ser feliz...

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